segunda-feira, 1 de junho de 2009

FUTEBOL PROFISSIONAL

Não há menor dúvida que o futebol é uma das paixões dos brasileiros. Araçatuba não é diferente de qualquer outra cidade em várias partes do mundo. O cidadão veste literalmente a camisa do seu time do coração, e por ele torce, chora hoje e se alegra amanhã.

O esporte, praticando ou torcendo, é salutar. Porém, precisamos deixar a paixão de lado é compreender com racionalidade as variantes do futebol profissional e as dificuldades para o custeio dos pequenos clubes. Hoje já não se faz futebol como se fazia há 20 ou 30 anos atrás. Enquanto os pequenos times sofrem na busca de patrocinadores os grandes movimentam milhões e contratam, a peso de ouro, suas equipes e trazem para os bastidores especialistas marqueteiros e financistas que projetam lucros fantásticos que fazem com que as bilheterias sejam apenas um pequeno detalhe e que pouco representa.

Digo isso apenas para, rapidamente, contrapor à opinião do leitor Márcio Alves Pereira, na Coluna Periscópio de 30 de maio de 2009 (Futebol) onde ele cobra apoio do prefeito Cido Sério e do vice-prefeito Carlos Hernandes, ao Atlético Esportivo Araçatuba, o Tigrão.

Lamentavelmente o time de Araçatuba está incluído na dura e realista estatística dos que sobrevivem de pequenas doações. Não se estruturou adequadamente para ganhar autossuficiência e conseguir sobreviver com suas próprias forças sem a necessidade de mendigar aqui e ali.

O comentário do leitor ao insinuar que as dificuldades do Tigrão sejam de responsabilidade do prefeito e do vice-prefeito é infundado e injusto. Primeiro porque Cido e Hernandes sempre foram bem objetivos em dizer que não destinariam recursos do município para o futebol profissional. Mas que poderiam, como cidadãos, usar suas influências para buscar ajuda junto a seus amigos. Assim foi feito no mês de março e 20 mil reais foram arrecadados e repassados à diretoria para cobrir a folha de pagamento dos jogadores.

Encontramos no dicionário Aulete que a expressão Ajuda se define como a ação de socorrer, de dar assistência. E é nesse sentido que classificamos a participação do prefeito Cido Sério e do vice-prefeito Carlos Hernandes, sem que isso possa significar a responsabilidade e a obrigação de pagar a totalidade das contas do Tigrão, como parece ser o desejo de alguns de seus diretores.

No dias atuais, no futebol, na há mais lugar para os clubes que não se estruturam. Hoje, o jogo acontece também extracampo e o futebol tornou-se coisa para dirigentes profissionais.

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