quinta-feira, 25 de julho de 2013

                  Papa Francisco está em casa!




      Papa Francisco chegou com tudo ao Brasil.
    Pisou em solo brasileiro para JMJ recepcionado por milhões de jovens peregrinos do mundo inteiro. A imprensa mundial mobilizou mais de seis mil profissionais para a cobertura.
    Mega estrutura em terra, céu e mar.
    Coisa de pop star.
    Já chegou mandando um recado para os amigos do alheio, levando ao pé da letra o 8° dos 10 mandamentos do Supremo Documento.
    “Não trago ouro e nem prata”
     Preveniu-se o Santíssimo Padre. Foi esperto!
     Também chegou fazendo o que parecia impossível: brasileiro o tempo todo “paparicando” um argentino.
     Agora ficou bem clara e apropriada a colocação do verbo no gerúndio.
     Entendi esse tal paparico. É um verbo para o Papa.
     Bem, não tem a menor importância. Também não importanta se ele é argentino ou italiano.
     Afinal, Deus é brasileiro.
     Na saída da Base Aérea do Galeão, se dirigindo ao centro do Rio de Janeiro, o comboio com o carro que levava o Papa Francisco caiu em um congestionamento, na Avenida Presidente Vargas. Mas a velocidade reduzida do comboio e a janela do veículo aberta incentivaram a aproximação dos fiéis, E o que pareceu um erro de trajeto acabou sinalizando que foi um acerto estrategicamente planejado para jogar Francisco nos braços do povo.
     Ali ele se sentiu de verdade no Brasil.
     Não apenas pela manifestação dos peregrinos. Mas pela capacidade do brasileiro se tornar rapidamente intimo do Pontífice, justificando a denominação de Papa do Povo.
Na confusão não faltaram ambulantes e flanelinhas sugerindo:
    “Santidade, vai uma rosquinha de maizena, coisa fina brother!
     Outro com mais intimidade propôs: Vai um gelinho “hermano”, chupa que é de uva!.
     Certamente, não aceitou nem rosquinha nem gelinho. Mas mereceram um simpático aceno do Papa peregrino.
     “Sangue bom esse menino” – festejou o ambulante
      Acenos, cumprimentos e sorrisos, doze minutos no congestionamento pareceram uma eternidade.
      Mas antes de o carro ganhar velocidade, o Papa ainda ouviu de um skeitista perdido na multidão:
     “Mano, leve uma salve do Vidigal pros brother’s do Vaticano!”
      O carro do Papa ganhou espaço a Vieira Souto. Mas, certamente ainda pode ouvir um trechozinho do hit de Anita, em um estridente trio elétrico que passava ao lado:
      “Prepara... que agora é a hora do show das poderosas”
Santidade subiu o vidro...sorriu e pensou:
      “Que barato!”