sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A BRIGA PELO PODER

Mesmo antes da poeira da tempestade eleitoral assentar já começa a "briga" pela presidência da Câmara Municipal de Araçatuba. Há entre os doze vereadores eleitos pelo menos seis alimentando a pretensão de chegar à chefia do Legislativo. Hoje qualquer previsão é mera especulação. Claro que alguns nomes podem, de largada, sair com alguns pontos favoráveis. A ex vereadora Edna Flor, por exemplo, pode ter alguma preferencia de outros grupos, mas antes tera que vencer o desejo do seu colega de coligação Ermenegildo Nava que tambem sonha com a presidencia da Camara. No grupo que foi liderado pelo atual presidente da Câmara, o Dunga, Edval da Madeireira pode ter muita resistencia dentro e fora do grupo de vereadores. O Aparecido Saraiva da Rocha tem contra si a falta de experiencia e dificilmente terá como arrebanhar votos a seu favor e isso pode abrir caminho e facilitar o trabalho para o prof. Claudio que ja manifestou tambem o seu desejo de presidir o Legislativo. No grupo de vereadores dos partidos que elegeram o prefeito Cido Serio, Joaquim da Santa Casa esta trabalhando e quer contabilizar a seu favor os votos do PT (Durvalina Garcia) e do PSB (Rivael Papinha) e acredita que poderia contar com o apoio de Carlos Hernandes para capitalizar mais tres votos que poderiam garantir a sua eleição. Tudo isso é na terioria bem mais facil que na pratica. Resta então aos postulantes armar seus jogos, pois cada mexida nesse tabuleiros pode significar o fim do jogo. E no final, pode vencer quem tiver um zap escondido na manga da camisa , mesmo que esse zap atenda pelo nome de Cido Serio..

ARAÇATUBA TEM JEITO SIM



Araçatuba acaba de sair de mais um processo eleitoral.

Uma disputa surpreendente em todos os aspectos, onde se confirmou a determinação popular e a vontade de promover mudanças substanciais na política local.
Houve, na verdade, uma varredura e um expurgo de velhas e superadas lideranças habituadas com a prática da nefasta política do clientelismo e das conveniências.
A população já vinha sinalizando que as mudanças seriam substanciais. O que se ouvia nas ruas, nos bairros, no centro e na periferia, era um grito de que havia chegado a hora da renovação no Executivo e no Legislativo, condição que se confirmou na abertura das urnas e o que se viu, principalmente na Câmara Municipal, foi uma histórica renovação e muitos daqueles que eram tidos como certos na nova composição do Legislativo tiveram que amargar derrotas que pareciam distantes e ate impossíveis.

Na disputa pela Prefeitura Municipal , alem da vontade popular, vários fatores devem ser analisados e a eles creditado a sua influência no resultado. Talvez, os mais substanciais sejam os que tenham favorecido as candidaturas de Cido Serio e Carlos Hernandes que durante toda a campanha tiveram melhor desempenho na apresentação de suas propostas, nos debates ou nas ruas, e conseguiram com carisma, humildade e simpatia fazer com que os eleitores compreendessem que as mudanças poderiam vir mesmo com os candidatos que pregavam uma Araçatuba para todos.

A união do petista Cido Sério com o pedetista Carlos Hernandes foi sem duvida condição determinante para se chegar à vitória. Porém, não se pode negar que a insignificância da diferença entre o primeiro e o segundo mais votados colocou, em alguns instantes, em pânico aqueles que acreditavam que a vitória viria com mais facilidade.

Analistas mais atentos, logo após a confirmação do resultado pela Justiça Eleitoral, falavam de uma velada canalização de votos que migraram do candidato Antonio Edwaldo Costa Dunga em favor de Dilador Damasceno, que poderia justificar o crescimento de sua candidatura nos últimos dias e uma vertiginosa queda no número de votos que se esperava com a candidatura Dunga, que despencou nas pesquisas de 25% para 9%.
Claro que sendo um político com muita experiência e que havia, anteriormente, disputado varias eleições, Dunga certamente já havia assimilado que dificilmente conseguiria virar o jogo e que teria que abrir mão do papel de protagonista no processo eleitoral para desempenhar um papel secundário de mero coadjuvante.

A queda já esperada e prevista do seu principal apoiador, Jorge Maluly Neto, do cargo de Prefeito e a ascensão da vice-Prefeita Marilene Magri Marques, também tiveram a força de um tsunami para esfarelar ainda mais a campanha do atual presidente da Câmara Municipal.

O que se pode colher das eleições de 2008 em Araçatuba e que a cidade chega ao seu centenário com um novo olhar para o seu futuro. Cido Serio e Carlos Hernandes sabem muito bem que terão muitos desafios pela frente. Terão que usar toda a sua influência junto ao governo Federal para que recursos sejam liberados e que tenham caixa para reconstruir a cidade em vários aspectos. Dar uma nova esperança àqueles que acreditam que o sonho não fica apenas no refrão da canção que diz “Araçatuba tem Jeito” e que podemos sim acreditar que os novos governantes poderão construir a partir de 2009 uma Araçatuba para todos.