Mesmo antes da poeira da tempestade eleitoral assentar já começa a "briga" pela presidência da Câmara Municipal de Araçatuba. Há entre os doze vereadores eleitos pelo menos seis alimentando a pretensão de chegar à chefia do Legislativo. Hoje qualquer previsão é mera especulação. Claro que alguns nomes podem, de largada, sair com alguns pontos favoráveis. A ex vereadora Edna Flor, por exemplo, pode ter alguma preferencia de outros grupos, mas antes tera que vencer o desejo do seu colega de coligação Ermenegildo Nava que tambem sonha com a presidencia da Camara. No grupo que foi liderado pelo atual presidente da Câmara, o Dunga, Edval da Madeireira pode ter muita resistencia dentro e fora do grupo de vereadores. O Aparecido Saraiva da Rocha tem contra si a falta de experiencia e dificilmente terá como arrebanhar votos a seu favor e isso pode abrir caminho e facilitar o trabalho para o prof. Claudio que ja manifestou tambem o seu desejo de presidir o Legislativo. No grupo de vereadores dos partidos que elegeram o prefeito Cido Serio, Joaquim da Santa Casa esta trabalhando e quer contabilizar a seu favor os votos do PT (Durvalina Garcia) e do PSB (Rivael Papinha) e acredita que poderia contar com o apoio de Carlos Hernandes para capitalizar mais tres votos que poderiam garantir a sua eleição. Tudo isso é na terioria bem mais facil que na pratica. Resta então aos postulantes armar seus jogos, pois cada mexida nesse tabuleiros pode significar o fim do jogo. E no final, pode vencer quem tiver um zap escondido na manga da camisa , mesmo que esse zap atenda pelo nome de Cido Serio..
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
ARAÇATUBA TEM JEITO SIM

Araçatuba acaba de sair de mais um processo eleitoral.
Uma disputa surpreendente em todos os aspectos, onde se confirmou a determinação popular e a vontade de promover mudanças substanciais na política local.
Houve, na verdade, uma varredura e um expurgo de velhas e superadas lideranças habituadas com a prática da nefasta política do clientelismo e das conveniências.
A população já vinha sinalizando que as mudanças seriam substanciais. O que se ouvia nas ruas, nos bairros, no centro e na periferia, era um grito de que havia chegado a hora da renovação no Executivo e no Legislativo, condição que se confirmou na abertura das urnas e o que se viu, principalmente na Câmara Municipal, foi uma histórica renovação e muitos daqueles que eram tidos como certos na nova composição do Legislativo tiveram que amargar derrotas que pareciam distantes e ate impossíveis.
Na disputa pela Prefeitura Municipal , alem da vontade popular, vários fatores devem ser analisados e a eles creditado a sua influência no resultado. Talvez, os mais substanciais sejam os que tenham favorecido as candidaturas de Cido Serio e Carlos Hernandes que durante toda a campanha tiveram melhor desempenho na apresentação de suas propostas, nos debates ou nas ruas, e conseguiram com carisma, humildade e simpatia fazer com que os eleitores compreendessem que as mudanças poderiam vir mesmo com os candidatos que pregavam uma Araçatuba para todos.
A união do petista Cido Sério com o pedetista Carlos Hernandes foi sem duvida condição determinante para se chegar à vitória. Porém, não se pode negar que a insignificância da diferença entre o primeiro e o segundo mais votados colocou, em alguns instantes, em pânico aqueles que acreditavam que a vitória viria com mais facilidade.
Analistas mais atentos, logo após a confirmação do resultado pela Justiça Eleitoral, falavam de uma velada canalização de votos que migraram do candidato Antonio Edwaldo Costa Dunga em favor de Dilador Damasceno, que poderia justificar o crescimento de sua candidatura nos últimos dias e uma vertiginosa queda no número de votos que se esperava com a candidatura Dunga, que despencou nas pesquisas de 25% para 9%.
Claro que sendo um político com muita experiência e que havia, anteriormente, disputado varias eleições, Dunga certamente já havia assimilado que dificilmente conseguiria virar o jogo e que teria que abrir mão do papel de protagonista no processo eleitoral para desempenhar um papel secundário de mero coadjuvante.
A queda já esperada e prevista do seu principal apoiador, Jorge Maluly Neto, do cargo de Prefeito e a ascensão da vice-Prefeita Marilene Magri Marques, também tiveram a força de um tsunami para esfarelar ainda mais a campanha do atual presidente da Câmara Municipal.
O que se pode colher das eleições de 2008 em Araçatuba e que a cidade chega ao seu centenário com um novo olhar para o seu futuro. Cido Serio e Carlos Hernandes sabem muito bem que terão muitos desafios pela frente. Terão que usar toda a sua influência junto ao governo Federal para que recursos sejam liberados e que tenham caixa para reconstruir a cidade em vários aspectos. Dar uma nova esperança àqueles que acreditam que o sonho não fica apenas no refrão da canção que diz “Araçatuba tem Jeito” e que podemos sim acreditar que os novos governantes poderão construir a partir de 2009 uma Araçatuba para todos.
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